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Fonte da imagem: vídeo de divulgação
Atlas, na mitologia, é o nome de um titã, filho de Gaia com Urano, que pertencia à geração divina dos seres desproporcionados, violentos, monstruosos, e que em um embate foi condenado por Zeus a carregar o mundo em seus ombros. Na Cartografia, Atlas é o coletivo de mapas, as cartas que representam o planeta Terra. Já na anatomia humana, Atlas nomeia a primeira vértebra da coluna cervical, justamente o ponto de apoio ao titã que carregava o mundo nas costas.
Talvez o nome Atlas, dado pelo Google, a seu primeiro robô humanoide, esteja ligado à cartografia, já que parece querer mapear os terrenos por onde anda. Atlas foi apresentado em vídeo durante a 11ª Conferência Fab Lab, por Marc Raibert, fundador da Boston Dynamics, o braço responsável por robótica no Google.
O robô Atlas ainda está em fase de teste, mas o vídeo divulgado na internet esta semana, mostra sua capacidade de andar com duas pernas em ambiente acidentado, correr em superfícies planas e até permanecer em pé ao levar uma pancada.
Impossível não lembrar dos livros de ficção como “Eu, Robô”, de Isaac Asimov, que baseou um filme homônimo que aborda a questão robótica e o conflito com o humano, e até filmes como Homem de Ferro 3, em que as armaduras March ganham vida própria e se tornam um verdadeiro exército a ser combatido pelo Homem de Ferro e ajudantes.
Há anos o homem tenta criar robôs próximos de atos e até sentimentos, humanos. A inteligência artificial tem sido motivo não só de filmes, como de estudo há anos e isso tem ajudado em várias áreas de conhecimento humano. Mas segundo, artigo da Unifesp, recentemente o professor Ryan Calo, da Universidade Washington, frisou que é importante definir uma lei que descubra formas de lidar efetivamente com a ascensão da robótica e da inteligência artificial, pois essas áreas requerem leis próprias. A robótica é algo diferente da internet e não deve tornar-se uma distribuição generalizada. Cientistas e pesquisadores como o físico Stephen Hawking, o cofundador da Apple Steve Wozniak, e o do PayPal, Elon Musk, estão entre pesquisadores que assinaram uma carta aberta contra o desenvolvimento de robôs militares autônomos, que usem de intervenção humana para seu funcionamento.
É um fato importante para se pensar, mas por outro lado, o fato que torna esse assunto interessante é que o Google, e suas subsidiárias, trabalham incessantemente em inovações e tecnologias disruptivas e, graças a eles e outros pesquisadores, temos acesso a produtos e serviços que sequer imaginaríamos que seria possível, como a comunicação em rede e em escala global, como a internet.
Confira o vídeo:
Fonte da imagem: vídeo da Boston Dynamics